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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Inspiração


"Acabou Outubro. Passou Novembro. Dezembro se foi e não vi nenhuma manga cair do seu blog. Vai ver que os sentimentos e a criatividade vão chegar numa grande explosão de poesia em 2010. Fico debaixo da mangueira esperando a primeira manga de 2010 cair em minhas mãos, ou melhor na minha alma."
KK

Com um assopro desses na minha inspiração, sinto um sopro no coração.

KK, escrevo para você e para todas as pessoas que colhem as mangas do meu pé.

Teve mais manga do que gente em 2009. Tem mais manga do que gente em 2010!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Há que se desejar as boas-vindas. E uma boa viagem.



Viajávamos por uma estrada que seguia por entre fazendas e pequenos vilarejos, num fim de tarde meio cinza com chuvas que iam e vinham. Sentado no banco do passageiro, contemplando a bucólica paisagem repleta de mangueiras carregadíssimas de frutos, ele rompe o silêncio e diz em tom convicto e com uma crença quase ingênua de que fazia a maior das constatações: “Eu sei que tem mais manga do que gente no mundo, mas na minha época não era assim”. E em meio às nossas inevitáveis gargalhadas, justifica a frase solta: “Quando eu era garoto, a gente não resistia à tentação de um pé de manga carregado. A meninada pegava todas e, com certeza, naquela época tinha mais gente do que manga, porque não sobrava nenhuma pra contar história”. E, com a singeleza de uma criança e os olhos de uma infância que eu não conheci, meu pai relatou a mim e a minha mãe as suas peripécias para conseguir derrubar uma manga madura do pé. E nós duas, sem conseguir conter o riso, entendemos que os frutos eram mais saborosos quando faltavam mangas e sobravam crianças a subir em árvores.

E assim, com a beleza de uma frase tão simples e espontânea, decidi começar um blog que fala de viajar por entre as palavras e frases e mergulhar no mundo da imaginação, aonde fantasia e ficção confundem-se, mas servem a um só propósito: o prazer em escrever.

Sejam bem-vindos a esta humilde morada de idéias que pretende, despretensiosamente, tornar os planos menos planos e os sonhos mais sonhos.